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Variabilidade da frequência cardíaca pode determinar risco de morte nasepse

Medição da frequência na admissão do paciente no CTI pode evitar mortes
Uma das causas mais comuns de internação em CTIs no mundo, a sepse é uma infecção que, apesar de ser em uma parte especifica do corpo, reflete consequências em todo o organismo. Com o objetivo de observar a variabilidade da frequência cardíaca como indicativo de mortalidade na sepse, o cardiologista Fábio Morato de Castilho acompanhou 63 pacientes sépticos do Hospital das Clínicas da UFMG de 2012 a 2014.

O estudo foi defendido como tese no Programa de Pós-graduação em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto da Faculdade de Medicina da UFMG. Fábio Morato explica que o risco de morte por sepse é de no mínimo 10%, portanto é uma infecção grave.“O importante não é a média de batimentos, mas o quanto eles variam”, afirma o cardiologista. De acordo com o médico, os pacientes sépticos que, na admissão do CTI, estão com diminuição da variabilidade da frequência cardíaca, têm maiores chances de falecer.

Dos pacientes acompan…

Prevenção em interações medicamentosas otimiza tratamento de HIV

Farmacêutica avaliou as interações medicamentosas nos pacientes com HIV do Centro de Treinamento e Referência Orestes Diniz, anexo do Hospital das Clínicas da UFMG.
Pioneiro no Brasil, o estudo da farmacêutica Betânia Maria Pontelo, “Perfil das interações medicamentosas com a terapia antirretroviral em pacientes vivendo com HIV e Aids em um serviço de referência em Belo Horizonte”, avalia o perfil de interações medicamentosas, ou seja, alterações dos efeitos de determinado medicamento em função de outro medicamento, alimentos ou bebidas, em pessoas vivendo com HIV em relação ao impacto da efetividade do tratamento.

O estudo, orientado pelo professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambás, foi defendido no Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde - Infectologia e Medicina Tropical da Faculdade.

Foram entrevistados 304 pacientes, 76% deles com menos de 50 anos, em acompanhamento no Centro de Treinamento e Referência em Doenças Infectoco…

Doenças hepáticas autoimunes em crianças e adolescentes

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As doenças hepáticas autoimunes correspondem a um espectro de doenças imunomediadas, cujos alvos da agressão são hepatócitos e ductos biliares. Entre essas doenças, destacam-se a hepatite autoimune (HAI) e a colangite esclerosante primária (CEP) e a sobreposição das duas, conhecida como colangite autoimune. A HAI é caracterizada pela elevação de aminotransferases, por autoanticorpos não específicos, níveis elevados de imunoglobulina G e histologia hepática com sinais de inflamação, na ausência de outras causas. De acordo com a positividade dos autoanticorpos, podem ser definidos dois tipos de HAI: tipo 1 e tipo 2. A HAI tipo 1 apresenta positividade para anticorpo antimúsculo liso e/ou fator antinuclear e acomete tanto adultos quanto crianças, enquanto a HAI tipo 2 possui níveis elevados de anticorpos antimicrossomal de rim e fígado e acomete crianças mais novas. Ambos os subtipos têm resposta importante ao tratamento imunossupressor, com corticoide e azatioprina. A CEP é uma doença c…

Trombose de veia porta após cateterismo venoso umbilical: revisão da epidemiologia, profilaxia, diagnóstico e tratamento

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A obstrução extra-hepática da veia porta é uma das principais causas de hemorragia digestiva alta em crianças. Estudos sobre sua fisiopatologia revelam que um dos principais fatores de risco é a história de cateterismo umbilical venoso no período neonatal. Existem poucos dados sobre a incidência, a prevalência, os fatores de risco e os efeitos do tratamento da trombose de veia porta nesse período. Foi feita busca nos sistemas de dados MEDLINE, PUBMED, Elsevier, Web of Science, SCIELO e LILACS, sendo incluídos artigos em português e inglês. A incidência de trombose de veia porta após cateterismo umbilical varia de 1-43%, dependendo do desenho do estudo, da população estudada e do momento de realização do ultrassom. Os principais fatores de risco associados são sepse e permanência do cateter por tempo prolongado. Ainda não é claro se o tratamento com anticoagulação interfere no desfecho a longo prazo. Se optado pelo tratamento, este deve ser feito com heparina, reservando-se o ativador …

Doenças relacionadas ao glúten

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A dieta isenta de glúten tem se tornado muito comum na população geral, sendo que apenas uma minoria tem diagnóstico das doenças relacionadas a essa substância – doença celíaca (DC), alergia ao trigo (AT) e sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC). Essas entidades são diferentes, mas com sintomatologia muitas vezes semelhante. O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e exames para DC e AT. O tratamento é a dieta de exclusão do glúten ou trigo (AT), porém com rigor na retirada do glúten e prognóstico diferentes de acordo com a doença específica.

Palavras-chave: Glúten; Hipersensibilidade a Trigo; Doença Celíaca; Dieta Livre de
Glúten.

Pesquisa investiga relação da disfunção do músculo subescapular após artroplastia

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Estudo demonstra que possível disfunção identificada no pós-cirúrgico de Artroplastia Total do Ombro (ATO), não influencia na qualidade do tratamento

Jayne Ribeiro*


Pesquisa realizada com 31 pacientes, portadores de doenças degenerativas em tratamento no Hospital Madre Teresa de Belo Horizonte, avaliou a integridade do tendão e da função do músculo subescapular no pós-cirúrgico de Artroplastia Total do Ombro (ATO).

[caption id="attachment_60504" align="alignleft" width="300"] O ortopedista Ronaldo Percopi defendeu sua tese junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia. Foto: Carol Morena[/caption]

O trabalho é do médico ortopedista, assistencialista no Hospital Madre Teresa, Ronaldo Percopi de Andrade, apresentado como tese e defendido junto ao programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia e Oftalmologia da Faculdade de Medicina da UFMG.

O especialista explica que a cirurgia de ATO é indicada no tratamento de doenças degenera…

Raquitismo

Refere-se à deficiência demineralizaçãona região de crescimento dos ossos longos.Pode prejudicar o crescimento e produzir deformidades ósseas na criança. Ocorre principalmentedevido afalta de vitamina D (raquitismocarencial), sendo a baixa exposição solar um fator quepredispõeessa condição. O raquitismocarencialocorre geralmente em crianças entre quarto meses e dois anos de idade. Dietas pobres em cálcio (com exclusão de leite ederivados), ou aquelas que diminuem sua absorção (rica em fibras, porexemplo), também podem causar a doença. A criança pode apresentar amolecimento dos ossos do crânio, percebido após compressão local. Posteriormente, surgem sintomas respiratórios, deformidades torácicas,grande flexibilidadedas articulações e atraso do desenvolvimento motor. Além disso, fraturas por pequenos traumas podem