Disciplina e castigo

Quando a criança começa andar, e às vezes até um pouco antes, ela quer conhecer o ambiente, pegar em tudo, como se tudo fosse permitido.



Nessa hora, ela conhece o “não pode” falado pela mãe ou pela pessoa que cuida dela. Isso significa o colocar limites, para a proteção da criança, para sua adaptação com o ambiente e com as outras crianças e adultos e para que ela aprenda as regras sociais de convivência. É um aprendizado de como o mundo é organizado, e que varia de família para família e de sociedade para sociedade. É a chamada organização social. Essa organização social leva também a uma organização psíquica, que vai formando na criança valores e lhe dá segurança e defesas contra as frustrações futuras. Ela está aprendendo a viver com limites e com os vários “não” que experimentará pela vida afora.

A criança não tem noção do “certo” ou do “errado”, mas ela vai aprendendo os valores dos adultos através de experiências repetidas e consistentes. Se todos dizem que “não pode fazer uma coisa”, ela aprende. Mas se um fala que pode, outro fala que não pode (ou em um momento fala que pode e em outro momento fala que não pode), os comportamentos dos adultos não são consistentes, e a criança fica confusa e não aprende. A criança obedece muito para não perder o amor das pessoas, e também com receio de castigo físico.

A punição física, muitas vezes descontrolada, violenta, serve mais para quem pune do que para quem é punido. Por princípio deve ser sempre evitada. É preferível uma limitação física, como ser colocada assentada em uma cadeira até que se acalme (“ficar de castigo”). Isso serve para interromper uma atividade agressiva ou inadequada. Além do mais, a diferença entre punição e o abuso e violência contra a criança é muito pouca. Abuso é crime e deve ser corrigido.

É importante lembrar que em qualquer situação a toda criança é que pode estar errado e esse ato é que não está sendo aceito. A errada não é a criança, mas o que está fazendo. Devem ser sempre evitadas expressões como “menino mau”, “menino errado”, ” menino burro “, etc.

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