Obesidade na infância pode afetar vida adulta

 

A obesidade infantil está relacionada não apenas à herança genética, mas é resultado de uma combinação complexa de outros fatores, como estilo de vida, sedentarismo, aumento do consumo de comida industrializada, fatores emocionais e o ambiente em que a criança vive. Os casos de crianças obesas têm crescido no Brasil, tendência já observada há vários anos nos países desenvolvidos. Quem faz o alerta é a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Egléa Maria da Cunha Melo.

 

 

obesidade na infância

Segundo a professora, crianças com obesidade grave podem desenvolver doenças de pele, respiratórias, ortopédicas, hepáticas, gastrointestinais, geniturinárias e nervosas. O problema pode causar prejuízos à saúde inclusive na vida adulta. “Pesquisas mostram que crianças obesas poderão ser adultos obesos. As consequências incluem hipertensão, diabetes, alterações do metabolismo e baixa autoestima”, exemplifica.

Por isso é muito importante ter atenção à dieta dos pequenos. Egléa Melo aponta que, em geral, os responsáveis pelas crianças sabem que a alimentação deve conter proteínas, legumes, verduras, frutas e, em menor quantidade, carboidrato e gordura. No entanto, de acordo com a especialista, um grande número de crianças não come frutas e verduras em quantidade suficiente, o que pode ser reflexo dos hábitos dos adultos, que também não consomem esses grupos. “Assim, a dieta fica com excesso de carboidratos e gordura”, alerta.

A prevenção, de acordo com a professora, é muito simples: dieta balanceada e atividade física. “Em relação ao tratamento, as intervenções dizem respeito principalmente a mudanças de hábitos alimentares e no estilo de vida da criança, o que é não é fácil”, esclarece Egléa. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tratamento da obesidade infantil envolve, além destas intervenções, ajustes na dinâmica familiar, incentivo à prática de atividade física e apoio psicossocial.

 

Leia o Manual de Orientação da Obesidade na Infância e Adolescência desenvolvido pela SBP

 

Fonte: Portal da Faculdade de Medicina da UFMG

 

 

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