Saúde com Ciência discute o desenvolvimento infantil

Cada etapa de vida da criança deve ser observada com atenção pelos pais e responsáveis.

Bebês grandes, com as bochechas coradas e até mesmo algumas dobrinhas de gordura pelo corpo são comumente a representação de uma boa saúde nessa etapa da vida. Mas avaliar se o desenvolvimento infantil está correto, dentro dos padrões de normalidade, não é uma tarefa tão simples assim. Pediatras, psiquiatras e outros especialistas pedem atenção aos pais e responsáveis: o acompanhamento e atenção às crianças é fundamental para a formação de um jovem saudável.

Saúde Com Ciência

Segundo o pediatra e professor da Medicina da UFMG, Marcos Carvalho de Vasconcelos, atualmente, é possível solicitar a presença de um pediatra ainda na fase da gestação, durante o pré-natal. “Ele vai ver com a gestante como está acontecendo a gravidez, se a criança está crescendo e com movimentação normal intraútero”, analisa. Depois do nascimento, é necessário fazer um acompanhamento médico periódico. “Faltam consultas preventivas. Leva-se a criança quando ela está doente. Mas é preciso levá-la quando está sadia também”.

Os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento do corpo, da parte motora, linguagem e fala, cognição – pensamento e aquisição de conhecimento – e outras estruturas que compõem a personalidade, como o desenvolvimento emocional e autoimagem. Nessa época, é imprescindível estar sempre atento a possíveis transtornos. “Se o menino está com um atraso na fala, por exemplo, não se pode esperar que ele tenha seis, sete anos para fazer uma intervenção”, aponta o psiquiatra infantil e professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFMG, Antônio Benedito Lombardi.

Segundo o médico Marcos Vasconcelos, o desenvolvimento pode variar entre crianças. Ainda assim, é possível delimitar alguns períodos característicos para a aquisição de habilidades. “Há algumas que começam a andar sozinhas com dez meses de idade; outras, com um ano e quatro meses. É normal. Mas cabe à equipe de saúde fazer essa avaliação”.

A necessidade ou simplesmente a escolha do momento certo para se deixar a criança sob cuidados de terceiros ou em escola costuma ser uma fase crítica e que deve ser bem estudada pela família. “Se os pais têm que terceirizar esse cuidado, pelo menos os momentos em que eles estejam com os filhos devem ser de qualidade”, afirma Vasconcelos.

Para ir à escola, a idade mais indicada é a partir dos três anos. Mas antes disso, a criança pode ser colocada em creches e escolinhas, sem prejuízo para seu desenvolvimento, aponta a psicopedagoga Larissa Silva. “Há uma maior socialização”. Segundo a profissional, a escola também pode contribuir para o desenvolvimento físico, intelectual, social e psíquico do indivíduo.

Tema da semana

O desenvolvimento infantil é o tema abordado pelo programa de rádio Saúde com Ciência que vai ao ar entre os dias 19 e 23 de março.  Confira a programação:

Promovendo a saúde da criança – Segunda-feira (19/03/2012)

Crescimento e Desenvolvimento – Terça-feira (20/03/2012)

Palmada atrapalha desenvolvimento – Quarta-feira (21/03/2012)

Tempo de qualidade com as crianças – Quinta-feira (22/03/2012)

Escola e desenvolvimento infantil – Sexta-feira (23/03/2012)

Saúde com Ciência

O Saúde com Ciência é desenvolvido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde.

O programa é veiculado em vinte emissoras de rádio. Também é possível conferir as edições pelo site do Saúde com Ciência.

 

Fonte: Portal da Faculdade de Medicina.

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