Impacto da obesidade infantil pode interferir na vida adulta

 

Além dos problemas sistêmicos como Diabetes mellitus e hipertensão arterial e suas consequências, a obesidade possibilita a ocorrência de uma série de transtornos mentais e psicológicos, principalmente na juventude. A baixa auto-estima pode levar também a mau desempenho escolar, com isso a atividade física previne a obesidade e as doenças cardiovasculares na vida adulta, promove a socialização e ensina bons hábitos de vida. O texto a seguir aborda esse assunto.

 

 

Impacto da obesidade infantil pode interferir na vida adulta


Muitas vezes, jovens obesos tornam-se motivo de piadas e são excluídos das brincadeiras, gerando isolamento, inibição e perda da autoestima
Robert Lawton/Wikimedia Commons

Segundo pesquisa do IBGE, uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos apresenta peso acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde

São Paulo - São muitas as consequências que a obesidade - durante a infância e início da adolescência – gera, de forma negativa, na vida adulta da pessoa, a começar pelo aproveitamento escolar, por vezes com alto número de faltas e notas abaixo da média. Crianças e adolescentes estão em plena formação de sua personalidade, e os impactos emocionais da obesidade poderão acompanhá-las pelo resto da vida.

Muitas vezes, jovens obesos tornam-se motivo de piadas e são excluídos das brincadeiras, gerando isolamento, inibição e perda da autoestima. “Devido aos impactos que a obesidade pode causar nos jovens, criam-se estereótipos e posteriormente estigmas que, mesmo em caso de eliminação do excesso de peso, pode continuar a atrapalhar o desempenho na vida adulta”, afirma a psicóloga Ana Beatriz Cintra.

Para se ter uma idéia da quantidade de jovens atingidos pelo problema, segundo pesquisa do IBGE, uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos apresenta peso acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. “São crenças preconceituosas a respeito de si mesmo que se tornam enraizadas no inconsciente. A criança passa a se sentir uma perdedora, não tem vontade de sair de casa, não gosta da imagem que vê no espelho, mostra-se mais tímida e retraída, com perda da espontaneidade e podendo até desenvolver depressão”, alerta a psicóloga.

Sentimentos de rejeição, baixa autoestima, autoimagem negativa, dificuldade de relacionamento e dificuldade com a sexualidade tornam-se comuns devido às situações desconfortáveis em que o jovem é frequentemente exposto, justamente na época em que ele mais necessita de confiança e afirmação.

“É uma fase em que passamos por intensas e rápidas mudanças, por vezes transitórias, mas que irão marcar e formar nossa personalidade. É um novo linguajar, novos valores, novos padrões de comportamento, mudanças hormonais, instabilidades de humor. Enfim, todas essas alterações podem ser assustadoras por si só e, quando agravadas pela obesidade, resultarão em conseqüências para a vida adulta, interferindo nos relacionamentos pessoais e desempenho profissional”, finaliza a psicóloga.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/saude/noticias/impacto-da-obesidade-infantil-pode-interferir-na-vida-adulta

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