Pesquisa mostra importância de reconhecer o nome

Ao identificar o som de seus nomes, bebês estabelecem vínculos com o ambiente, aprendem outras palavras e iniciam-se no processo de elaboração de linguagem. É o que revela o estudo elaborado a partir do cadastro de 36 bebês de seis e sete meses de idade que participaram da Triagem Auditiva Neonatal Universal do Hospital da Clínicas da UFMG, popularmente conhecida como “teste da orelhinha”. A pesquisa, realizada pela fonoaudióloga Aline Moreira Lucena, propõe questões importantes para a investigação da capacidade auditiva dos bebês, parâmetro adotado mundialmente como referência em avaliações do desenvolvimento infantil.

 

Pesquisa mostra importância de reconhecer o nome

Ao identificar o som de seus nomes, bebês estabelecem vínculos com o ambiente, aprendem outras palavras e iniciam-se no processo de elaboração de linguagem.


Estudo com 36 bebês de seis e sete meses de idade revela que, por meio da resposta ao chamado do próprio nome, é possível obter indicativos importantes ligados à acuidade auditiva, ao estágio do processo de aquisição da linguagem e à presença de transtornos do desenvolvimento,entre eles, o autismo. Elaborado a partir do cadastro de crianças que participaram da Triagem Auditiva Neonatal Universal do Hospital da Clínicas da UFMG, popularmente conhecida como “teste da orelhinha”, o estudo propõe questões importantes para as pesquisas que investigam a capacidade auditiva dos bebês, parâmetro adotado mundialmente como referência em avaliações do desenvolvimento infantil.

De acordo com a autora da pesquisa, a fonoaudióloga Aline Moreira Lucena, um aspecto importante deste tipo de experimento está na detecção precoce de problemas que interfiram no processo de formação da linguagem pelos bebês. “Através de um estudo controlado e de acordo com a resposta da criança, é possível estabelecer parâmetros que indiquem alguma alteração, pois se sabe que aos seis meses os bebês já são capazes de identificar palavras familiares”, diz.

Da mesma forma, Aline Lucena argumenta que os testes colaboram para obter marcos que afiram o nível do processo de recepção e formação da linguagem por parte dos bebês,uma vez que é através do reconhecimento do som do nome próprio e sua diferenciação com as demais sonoridades que se dá a absorção e conhecimento de outras palavras. “A criança usa o som do seu nome como uma baliza, de maneira que, à medida que se familiariza com esta sonoridade, é capaz de assimilar, pela distinção, o som de novas palavras, tornando-as assim parte do seu repertório de sentidos”, diz.Trocando em miúdos, é reconhecendo o próprio nome que a criança começa a compreender e conhecer outros sons, outros nomes, outras palavras e todo o mundo à sua volta”, explicou.

Detecção precoce

Em alguns casos, quando a resposta ao estímulo sonoro é negativa ou insuficiente, de acordo com fatores como tempo de permanência em atenção, angulação do pescoço e inclinação do corpo na busca pela fonte sonora, é possível detectar precocemente indícios de transtornos de ordem psíquica, muito particularmente o autismo.“A importância deste tipo experimento está ligada à clínica médica, visto que a partir de seus resultados tem-se mais informações para avaliar a condição da criança, antecipando uma tendência ao autismo ou outro tipo de déficit ligado ao aprendizado”, completou Aline.

Ainda no campo do desenvolvimento infantil, a adoção mais sistemática deste tipo de avaliação pode contribuir para estabelecer protocolos terapêuticos, condutas adequadas no tratamento de crianças com atraso na linguagem e capacitação dos profissionais em atenção primária à saúde.“Em um atendimento médico, detalhes como chamar o bebê pelo nome podem fazer a diferença no diagnóstico”, concluiu Aline.


SERVIÇO

Título: Reconhecimento do próprio nome em crianças de seis esete meses de idade

Nível: Mestrado

Programa: Ciências da Saúde – Saúde da criança e do adolescente

Autora: Aline Moreira Lucena

Orientadora: Erika Maria Parlato Oliveira

Defesa: 25/01/2013

 

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG

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