Para os corações adolescentes

Privação do sono, experimentação precoce de álcool e cigarro, uso de drogas, obesidade e sedentarismo. Hábitos e práticas presentes nas rotinas dos adolescentes, esses fatores são considerados de alto risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Cristiane de Freitas, chama a atenção para a possibilidade de consequências graves para problemas de circulação e coração, como os acidentes vasculares cerebrais e infartos ainda na adolescência.

 

 

Para os corações adolescentes

Atenção aos hábitos e diálogo com os jovens são fundamentais na prevenção de doenças cardiovasculares


Privação do sono, experimentação precoce de álcool e cigarro, uso de drogas, obesidade e sedentarismo. Hábitos e práticas presentes nas rotinas dos adolescentes, esses fatores são considerados de alto risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A preocupação com problemas de circulação e coração costuma ser mais comum na população adulta. Entretanto, a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Cristiane de Freitas, chama a atenção para a possibilidade de consequências graves, como os acidentes vasculares cerebrais e infartos, acontecerem ainda na adolescência.

Cristiane conta que a obesidade, cada vez mais comum, é considerada a maior vilã dos riscos cardiovasculares. “O consumo de alimentos industrializados e a redução de atividades físicas e horas de sono são os principais responsáveis”, alerta. Para a professora, a situação pode ser ainda pior quando esses fatores são interligados. “Um obeso pode não conseguir praticar um esporte, por exemplo. Se esse adolescente se alimenta inadequadamente os riscos aumentam muito”, explica.

A pediatra lembra ainda que, além dos fatores sociais e ambientais, a genética pode ser outro indicativo de risco cardiovascular. “Em uma família onde as pessoas são obesas ou apresentam hipertensão, a atenção tem que ser dobrada”, alerta.  Nestes casos, ela recomenda que seja dada prioridade às condições passíveis de serem modificadas, como a alimentação adequada e o abandono do sedentarismo, para proporcionar uma adolescência e idade adulta mais saudável.

 

 

Diálogo

De acordo com a professora Cristiane, é preciso ouvir o adolescente para descobrir porque ele, mesmo ciente dos riscos assumidos com determinados comportamentos, não muda os hábitos. “São vários motivos particulares. É preciso trabalhar com o adolescente questões como mídia, escola, políticas públicas, mas sempre preservando um lugar de escuta”, acredita.


Cristiane acredita que conversar com o adolescente é fundamental para que ele possa construir suas próprias referências. “A adolescência é um momento de mudanças, de transição, mas isso não é negativo. É preciso mudar a idéia de vulnerabilidade para enxergar a oportunidade de aprendizado”, conclui Cristiane.


Erica

O Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Projeto Erica), coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e financiado pelo Ministério da Saúde, vai buscar o perfil dos fatores de risco para doenças cardiovasculares em adolescentes de escolas de todo o país. No total, serão avaliadas as condições de saúde de cerca de 75 mil estudantes entre 12 e 17 anos, de todas as regiões do Brasil. A professora Cristiane de Freitas é coordenadora do projeto em Minas Gerais. A partir do dia 6 de maio serão iniciadas as visitas às 56 escolas, públicas e particulares, de 11 municípios mineiros.

Leia mais: www.erica.ufrj.br

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