Senado aprova projeto que prevê proibição de alimentos não saudáveis em cantinas de escolas

Especialistas vêm alertando para as causas de obesidade infantil e doenças crônicas não transmissíveis provocadas por consumo de produtos inadequados; texto ainda será apreciado por deputados

 

 

A prevenção e o tratamento da obesidade infantil é um dos maiores desafios atuais da pediatria. Inúmeros estudos indicam que a obesidade/sobrepeso na infância predispõe a diversas alterações orgânicas, como hipertensão, hiperglicemia, dislipidemia e aterosclerose. Vários fatores contribuem para a alta prevalência de sobrepeso e obesidade entre crianças e adolescentes, tais como: o sedentarismo, a alta ingestão de alimentos industrializados e fast-food - todos ricos em gordura, sal e açúcar – em substituição aos integrais e orgânicos, os hábitos alimentares familiares inadequados e a influência forte e abusiva do marketing de alimentos sobre as crianças e adolescentes (sendo a televisão o principal veículo utilizado), estimulam de modo  generalizado e indiscriminado o aumento do consumo de alimentos hipercalóricos e pouco nutritivos.

Portanto, além da  regulamentação da venda de alimentos nas escolas,  importante ação do Senado,devem existir  normas de publicidade de alimentos direcionados às crianças para prevenção da obesidade infantil.

 

O Senado aprovou, na quarta-feira, 14 de agosto, um projeto que prevê que cantinas instaladas nas escolas de ensino básico sejam proibidas de vender bebidas com baixo teor nutricional ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sódio. Agora, o texto segue para a aprovação dos deputados e do Palácio do Planalto para valer como lei. Há quase oito anos, os parlamentares discutem esse projeto que visa garantir uma alimentação mais saudável nas escolas.

Com a aprovação do texto final na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a relatora do projeto, senadora Angela Portela (PT- RR), destacou que a medida vai permitir que outros alimentos sejam incluídos na lista de restrições pelas autoridades sanitárias. A parlamentar lembrou que a atual legislação não tem sido suficiente para garantir uma alimentação adequada aos estudantes. “Os estabelecimentos poderiam deixar de vender aqueles produtos apenas quando necessitassem renovar seu alvará, voltando a vendê-los após terem concluído esse trâmite”, explicou.


Ela ainda disse que a aprovação do projeto vai permitir que essas iniciativas ganhem mais força e dimensão no país, já que definem  normas gerais para esse comércio. Segundo ela, a decisão vai “balizar, ampliar e uniformizar as medidas governamentais a serem tomadas, notadamente sob o ponto de vista sanitário: as restrições ao uso na merenda e a venda de determinados produtos considerados não saudáveis em cantinas escolares, além de ações de educação nutricional e sanitária”, relatou.

Em alguns estados, a restrição de venda de determinados produtos alimentícios considerados não saudáveis já vinha sendo adotada. Especialistas vêm alertando para as causas de obesidade infantil e doenças crônicas não transmissíveis provocadas por alimentação inadequada das crianças.

Redação: http://www.otempo.com.br/interessa/sa%C3%BAde-e-ci%C3%AAncia/senado-aprova-projeto-que-prev%C3%AA-proibi%C3%A7%C3%A3o-de-alimentos-n%C3%A3o-saud%C3%A1veis-em-cantinas-de-escolas-1.696877

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