Encontro de pediatria destaca extensão

Evento reuniu 51 professores do departamento

 

 

“Conhecendo a extensão” foi o tema do 23º Encontro Anual do Departamento de Pediatria (PED), realizado na última quarta-feira, 16 de outubro, que reuniu 51 professores do departamento no Hotel Piemonte, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com os dados apresentados durante o Encontro, as atividades de extensão da Faculdade de Medicina da UFMG atingem cerca de 70 mil pessoas e correspondem a 23% do total de projetos da universidade. A Pediatria é uma das áreas com importante participação nesses índices. Ao todo, são 42 professores do departamento inseridos em projetos, 24 em programas e 30 em ações de extensão. “A atividade de extensão do departamento sempre foi representativa no curso”, destacou a vice-reitora da UFMG, Rocksane de Carvalho Norton, também professora do Departamento de Pediatria.

Entretanto, questionário realizado por dois alunos da graduação da Unidade, Flávio Campos, do 8º  período, e Camila Mendes, do 10º, revelou que 62% dos professores da Pediatria não sabem distinguir bem ações, projetos e programas de extensão. Além disso, foi constatado que a maioria não registra totalmente os programas no Sistema de Informação da Extensão (Siex).  “Isso acontece por não entenderem o que é a extensão e os seus produtos. Com isso, cria-se uma dificuldade para retorno mais efetivo dos programas no departamento”, avaliou a aluna Camila Mendes.


Aprendiz

Para esclarecer esses conceitos, a coordenadora do Centro de Extensão da Faculdade de Medicina da UFMG (Cenex-MED), professora Maria Isabel Correia, apresentou as estruturas, funções e ações do Centro, com espaço para responder as dúvidas dos professores. “Outra grande dificuldade é diferenciar projeto de extensão da prestação de serviço. A linha entre os dois é muito tênue”, comparou.  Segundo ela, a extensão precisa ser mais valorizada, pois é uma das principais oportunidades de aprendizagem dos estudantes.

A pró-reitora de Extensão da UFMG, professora Efigênia Ferreira e Ferreira, também reforçou a importância da extensão e o  entendimento dessa atividade pelos pares. “É necessário ter maior diálogo com a sociedade, e a extensão possibilita isso.  Não imagino um professor completo sem trabalhar com essa dimensão”, afirma.


Prática


Além dessas discussões, foram realizados trabalhos em grupos, que abordaram temas como a diferença entre assistência e extensão, definição de linhas de extensão e o que são os seus produtos. Também foram apresentados os projetos de extensão Creche das Rosinhas e Ambulatório de Atendimento ao Recém-Nascido de Risco (Acriar), o programa Observatório da Criança e do Adolescente (ObservaPed), além do Hospital das Clínicas da UFMG.

De acordo com o coordenador da comissão organizadora e subchefe do departamento, professor Alexandre Rodrigues, esses projetos, assim como os outros da unidade, são interdisciplinares e integram grande número de alunos. Só no Observaped, participam 23 estudantes, sendo 19 voluntários do curso de Medicina, dois da Nutrição e dois bolsistas. “A extensão ainda procura o seu caminho e está crescendo na universidade. A necessidade de entendimento sobre a atividade é interessante para que esses trabalhos atinjam ainda mais pessoas”, reitera.

Na avaliação da chefe do Departamento de Pediatria, professora Benigna Maria de Oliveira, essas reflexões contribuem para que os professores que ingressaram mais recentemente também sejam  envolvidos na dinâmica das atividades de extensão. Ponto destacado também pela professora Ericka Viana Machado Carellos, que participou do Encontro pela primeira vez. “Foi muito importante para mim, pois ainda estou no começo e espero contribuir da melhor forma com os projetos”, disse.

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