Albinismo é raro e exige cuidados ao sol

Programa de rádio apresenta série sobre características do corpo que são causadas por alterações genéticas, endócrinas ou ambientais

 

 

É comum que as pessoas notem um portador de albinismo. Suas características físicas são marcantes, visto que pele, olhos e cabelos são incolores. Porém, pouco se sabe sobre essa condição e a melhor forma de lidar com ela. Incurável e de origem congênita, o albinismo se manifesta através de um gene autossômico recessivo que precisa estar em dose dupla – tanto a mãe quanto o pai devem transmitir o gene.

 

“Todas as pessoas que são sadias possuem pelo menos um gene de doença autossômica recessiva alterada. Elas são sadias porque herdaram do pai ou da mãe um gene normal”, explica o professor do Departamento de Pediatria e vice-diretor do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Faculdade de Medicina da UFMG, Marcos Aguiar.

 

Desta forma, mesmo que o indivíduo tenha o gene recessivo que gera o albinismo, ela pode não desenvolver a condição se herdar um gene dominante saudável. “Quando acontece a coincidência do pai e da mãe possuírem esse gene recessivo alterado, existe a possibilidade de o filho herdar os dois genes e desenvolver o albinismo, mesmo que os pais sejam saudáveis”, completa Marcos Aguiar.

 

O tipo mais comum de albinismo é causado pela ausência de tirozina, enzima responsável pela produção da melanina, substância que dá cor à pele, olhos e cabelo. Essa deficiência leva o albino a ser mais suscetível à luz ultravioleta. “Os portadores de albinismo têm uma dificuldade maior de enxergar durante o dia, pois sua retina também é muito clara. Por isso, ele não se adapta tanto à luz solar”, esclarece o professor.

 

Além disso, a exposição prolongada ao sol pode trazer outras complicações ao albino. “É possível que aconteçam mutações relacionadas ao surgimento do câncer de pele”, ressalta Aguiar. O professor ainda comenta que, além do uso do protetor solar, o indivíduo deve priorizar vestimentas de manga comprida, chapéus e óculos escuros.

 


Tema da semana

Para saber mais sobre o albinismo e outras características do corpo, como sardas, baixa estatura e gigantismo, acompanhe a programação a seguir, que conta com depoimentos de especialistas da UFMG:

 

Albinismo – segunda-feira (10/02/14)


Baixa Estatura – terça-feira (11/02/14)


Gigantismo e Acromegalia – quarta-feira (12/02/14)


Sardas – quinta-feira (13/02/14)


Heterocromia da íris – sexta-feira (14/02/14)

 

O Saúde com Ciência é produzido pela Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG e tem a proposta de informar e tirar dúvidas da população sobre temas da saúde. De segunda a sexta-feira, às 5h, 8h e 18h, ouça o programa na rádio UFMG Educativa, 104,5 FM. Ele ainda é veiculado em 37 emissoras de rádio de Minas Gerais e Paraná. Também é possível conferir as edições pelo site do Saúde com Ciência.

 

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
jornalismo@medicina.ufmg.br

 

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