Pré-natal é fundamental para uma gestação saudável

A avaliação possibilita a prevenção e detecção precoce de doenças, tanto as maternas, quanto as fetais

 

 

Toda futura mamãe deseja uma gravidez saudável e um parto sem riscos. Porém, muitas não conseguem abdicar de hábitos prejudiciais à gravidez, esquecendo-se que tudo que fazem ou deixam de fazer durante os noves meses de gestação interfere na saúde do bebê. Como o momento requer vigilância cuidadosa, o pré-natal é que dará suporte para isso. Nesse período, as mães serão orientadas em relação à dieta, exercícios, vestuários, uso de medicação, dentre outras condutas essenciais para o desenvolvimento de uma criança sadia.

 

O pré-natal possibilita a prevenção e detecção precoce de doenças, tanto as maternas, quanto as fetais. De acordo com a professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG, Eura Lage, também permite o acompanhamento das doenças pré-existentes e que podem se agravar durante a gravidez. “Entre os objetivos, também acrescento o fornecimento de orientações sobre hábitos de vida, manifestações físicas próprias da gravidez e orientação psicológica”, destaca.

 

E o pré-natal não deve demorar a ser iniciado. Após confirmação da gravidez, a primeira consulta já deve ser agendada, preferencialmente antes de completar 120 dias de gestação. “É importante preparar a mulher para a maternidade, proporcionando informações educativas sobre o parto e o cuidado da criança”, afirma a professora.

 

Risco detectado

Algumas doenças têm seu diagnóstico normalmente feito no pré-natal, como anemia, infecções urinária e genital, diabetes e elevação da pressão arterial. A hipertensão arterial na gravidez é chamada de pré-eclâmpsia, distúrbio que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas, e pode evoluir para a eclampsia, forma mais grave da doença, se não for monitorada. “Além de permitir identificar os fatores de risco, o pré-natal possibilita intervenção antes das complicações mais graves dessas doenças”, explica.

 

Outros fatores também podem ser amenizados ou, até mesmo, eliminados nesse período. “Podemos identificar o risco de parto prematuro, por exemplo, num momento em que ainda é possível inibi-lo ou, pelo menos, atrasar o nascimento da criança antes de 37 semanas de gestação”, explica Eura Lage.

 

Participação paterna

Os futuros papais também são importantes nesta fase. Eles devem estar atentos a todas as consultas médicas, alimentação e controle do peso da companheira. “Tudo isso é importante para que a gestação não se torne um momento muito pesado para a paciente”, ressalta a professora.

 

Ela acrescenta que é interessante o companheiro participar dos exames, acompanhar a evolução da gravidez e procurar elaborar sua nova condição, de ser pai. Essa relação ajuda na formação de vínculo entre pai e filho, mesmo com o bebê ainda dentro do útero.

 

Para a vida toda

Mas o ideal é que a preparação dos pais comece bem antes, mais precisamente no planejamento gestacional. Sim, é necessário se preparar para a gravidez. “Antes de engravidar, a paciente deve fazer uma avaliação chamada consulta pré-concepcional”, orienta a especialista.

 

A avaliação será ainda melhor se a mulher tiver realizado acompanhamento desde o início da vida reprodutiva. De acordo com a especialista, o objetivo das consultas periódicas é a adesão, desde cedo, a hábitos saudáveis; atividade física adequada; adaptação psicossocial; adequação de medicações para evitar malformações fetais e a identificação e prevenção de complicações obstétricas.

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