SUS passa a ter atenção humanizada ao recém-nascido

Portaria estabelece que, ao nascer, o bebê seja colocado em contato imediato com a mãe, favorecendo a primeira mamada



 

 

A portaria do Ministério da Saúde é adequada para o bebê que nasce saudável. Imediatamente após o nascimento, a necessidade de reanimação depende da avaliação rápida de quatro situações referentes à vitalidade do recém-nascido (RN), sendo feitas as seguintes perguntas: -1) Gestação a termo? 2) Ausência de mecônio? 3) Respirando ou chorando? 4) Tônus muscular bom? Se a resposta é sim para as quatro perguntas, considera-se que o RN está com boa vitalidade, não necessita de manobras de reanimação, e poderá ser colocado imediatamente no abdome ou tórax da mãe, de acordo com a vontade dela, pele em contato com a pele. O estímulo para a amamentação na primeira hora de vida é extremamente benéfico para o estabelecimento do vínculo mãe-filho, e tem inúmeras vantagens para o binômio mãe-filho do ponto de vista físico e emocional.


As práticas da reanimação em sala de parto baseiam-se nas diretrizes publicadas pelo International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR), que inclui especialistas dos cinco continentes, com representantes brasileiros. Tais especialistas, após processo de revisão baseado nas melhores evidências científicas disponíveis, elaboram a cada cinco anos consensos sobre a ciência e recomendações terapêuticas referentes a diversos aspectos da reanimação neonatal.


Neste contexto, segundo as recomendações do ILCOR sobre o clampeamento do cordão umbilical, os profissionais de saúde devem avaliar a pulsação do cordão umbilical, os movimentos respiratórios, e a movimentação muscular do RN. No caso de RN pré-termo que tiver a pulsação no cordão acima de 100 batidas por minuto, tiver iniciado a respiração e apresentar movimentação ativa, o clampeamento mais tardio do cordão umbilical, entre 30-60 segundos, pode ser benéfico para facilitar a transfusão placento-fetal. Caso a vitalidade do recém-nascido esteja comprometida ou existam dúvidas sobre a adequação da frequência cardíaca, a movimentação muscular e o início da respiração espontânea indica-se clampear imediatamente o cordão para que o médico avalie de forma imediata a necessidade dos procedimentos de reanimação.


 

IMPORTANTE: O documento diz que a unidade de saúde deverá contar com profissionais médicos ou enfermeiros capacitados em reanimação neonatal.  Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o pediatra deve estar presente em todo nascimento. Todo recém-nascido tem direito a assistência pediátrica na sala de parto. Entretanto, pelas dificuldades e limitações do sistema de saúde do país, há lugares em que não há médicos disponíveis para todos os nascimentos. Nestes casos, o enfermeiro habilitado a realizar os procedimentos de reanimação neonatal deve estar presente, para iniciar o atendimento ao RN.



Professora do Departamento de Pediatria da UFMG, Márcia Gomes Penido.


 






Fonte: Revista Pais & Filhos

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Variabilidade da frequência cardíaca pode determinar risco de morte nasepse

Trombose de veia porta após cateterismo venoso umbilical: revisão da epidemiologia, profilaxia, diagnóstico e tratamento

Raquitismo