Dia das Crianças tem invasão de super-heróis no HC-UFMG

No dia 12 de outrubro, as crianças internadas no HC-UFMG não foram visitadas apenas por seus familiares e a equipe do hospital para comemorar o Dia das Crianças. Vieram, também, O Batman, o Homem Aranha, a Mulher-Maravilha e outros super-heróis para festejar este dia especial. A surpresa aconteceu com os personagens escalando as paredes externas no hospital e fazendo cada criança sair de seu leito e correr até a janela para acenar aos personagens dos quadrinhos. A saudação inusitada foi articulada entre um grupo praticante de rapel e a diretoria do hospital. O dia de alegria, certamente, amenizou o sofrimento de muitas crianças em tratamento e reacendeu a relevância do lúdico como aliado às abordagens tradicionais.

[caption id="attachment_1336" align="alignright" width="300"]ObservaPed Super-heróis que alegraram o Dia das Crianças no HC-UFMG[/caption]

Na luta contra o câncer infantil, usar estratégias criativas e típicas do universo infantil é recurso eficaz para enfrentar a doença com menos dificuldade. Isso porque a criança deve compreender minimamente tanto o diagnóstico quanto as decisões terapêuticas a que é submetida, e nada mais próximo de sua realidade que oferecer informações sobre essas notícias de modo compreensível e interessante.  Outro motivo bastante importante é o fato de que a maioria dos tratamentos oncológicos requer internação hospitalar ou visitas ambulatoriais frequentes, que podem ser locais de difícil adaptação. Por isso, estimular a brincadeira quando a criança estiver disposta a interagir, associar personagens ou situações criativas aos eventos da doença e do tratamento são maneiras menos dolorosas de lidar com o câncer pediátrico.

A maioria dos hospitais, hoje tem um espaço próprio para entretenimento das crianças, que é garantido por lei e que recebe cuidados constantes quanto à higienização de seus materiais. Também existem grupos de voluntários, em sua maioria, que se dedicam a divertir a criançada e tornar o espaço de internação menos cansativo e estressante física e psicologicamente. Um desses grupos é composto por acadêmicos da Faculdade de Medicina da UFMG, que se organizam no projeto Encantarte e visitam as crianças internadas frequentemente.

Sem dúvidas essas ações são meios de encorajar constantemente os pequenos que enfrentam doenças e tratamentos invasivos e auxiliam na adaptação a essa realidade. Mas é fundamental reconhecer que é no contato diário com seus pais e familiares que o lúdico e o imaginário podem ainda mais prosperar. A simples brincadeira, o encantamento de uma história, a lembrança de uma música são pequenas ações que cultivam a originalidade infantil e possibilitam o desenvolvimento natural da criança; além de conferir conforto, criatividade, incitação motora e do raciocínio. Ainda que super-heróis não visitem os pequenos diariamente, alimentar o lúdico com ações cotidianas é ferramenta poderosa para lidar com a doença e suas implicações, os vilões desta história.

 

Referências Bibliográficas

1. Aline Alves - A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NO TRATAMENTO DE CRIANÇA COM CÂNCER HOSPITALIZADAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA

2. EBSERH - Dia das Crianças tem invasão de super-heróis no HC-UFMG

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