Doença celíaca

A doença celíaca é desencadeada pelo glúten em pessoas com predisposição genética. O glúten é uma proteína que está presente no trigo, centeio e cevada e, nestas pessoas, causa inflamação crônica no intestino, levando à diarreia e perda de peso, mas pode também acometer outros órgãos. A doença ocorre em cerca de 1% da população mundial.

A associação genética da doença celíaca é bem estabelecida - existe risco aumentado da doença em parentes de primeiro grau dos celíacos. Mas, também há chance aumentada da doença em portadores de outras doenças como o diabetes tipo 1, tireoidite de Hashimoto, hepatite autoimune, síndromes de Down, Williams e Turner e a deficiência seletiva de IgA.

Os pacientes apresentam sintomas variados. A forma clássica é caracterizada por sintomas de má absorção de nutrientes pelo intestino (diarreia, falta de apetite, retardo do crescimento, deficiência de vitaminas, ferro, cálcio e ácido fólico). Mas, muitos pacientes apresentam sintomas em outros órgãos além do intestino, como a dermatite herpetiforme, defeitos no esmalte dentário, baixa estatura, atraso da puberdade, infertilidade, anemia por deficiência de ferro que não melhora com o tratamento, deficiência não explicada de ácido fólico e vitamina B12, doenças neurológicas, alterações comportamentais, ósseas e do fígado.

O tratamento consiste na retirada do glúten da dieta, com melhora de todos os sintomas. (ver cartilha Doença Celíaca)

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