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Mostrando postagens de 2017

Doenças hepáticas autoimunes em crianças e adolescentes

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As doenças hepáticas autoimunes correspondem a um espectro de doenças imunomediadas, cujos alvos da agressão são hepatócitos e ductos biliares. Entre essas doenças, destacam-se a hepatite autoimune (HAI) e a colangite esclerosante primária (CEP) e a sobreposição das duas, conhecida como colangite autoimune. A HAI é caracterizada pela elevação de aminotransferases, por autoanticorpos não específicos, níveis elevados de imunoglobulina G e histologia hepática com sinais de inflamação, na ausência de outras causas. De acordo com a positividade dos autoanticorpos, podem ser definidos dois tipos de HAI: tipo 1 e tipo 2. A HAI tipo 1 apresenta positividade para anticorpo antimúsculo liso e/ou fator antinuclear e acomete tanto adultos quanto crianças, enquanto a HAI tipo 2 possui níveis elevados de anticorpos antimicrossomal de rim e fígado e acomete crianças mais novas. Ambos os subtipos têm resposta importante ao tratamento imunossupressor, com corticoide e azatioprina. A CEP é uma doença c…

Trombose de veia porta após cateterismo venoso umbilical: revisão da epidemiologia, profilaxia, diagnóstico e tratamento

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A obstrução extra-hepática da veia porta é uma das principais causas de hemorragia digestiva alta em crianças. Estudos sobre sua fisiopatologia revelam que um dos principais fatores de risco é a história de cateterismo umbilical venoso no período neonatal. Existem poucos dados sobre a incidência, a prevalência, os fatores de risco e os efeitos do tratamento da trombose de veia porta nesse período. Foi feita busca nos sistemas de dados MEDLINE, PUBMED, Elsevier, Web of Science, SCIELO e LILACS, sendo incluídos artigos em português e inglês. A incidência de trombose de veia porta após cateterismo umbilical varia de 1-43%, dependendo do desenho do estudo, da população estudada e do momento de realização do ultrassom. Os principais fatores de risco associados são sepse e permanência do cateter por tempo prolongado. Ainda não é claro se o tratamento com anticoagulação interfere no desfecho a longo prazo. Se optado pelo tratamento, este deve ser feito com heparina, reservando-se o ativador …

Doenças relacionadas ao glúten

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A dieta isenta de glúten tem se tornado muito comum na população geral, sendo que apenas uma minoria tem diagnóstico das doenças relacionadas a essa substância – doença celíaca (DC), alergia ao trigo (AT) e sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC). Essas entidades são diferentes, mas com sintomatologia muitas vezes semelhante. O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e exames para DC e AT. O tratamento é a dieta de exclusão do glúten ou trigo (AT), porém com rigor na retirada do glúten e prognóstico diferentes de acordo com a doença específica.

Palavras-chave: Glúten; Hipersensibilidade a Trigo; Doença Celíaca; Dieta Livre de
Glúten.

Pesquisa investiga relação da disfunção do músculo subescapular após artroplastia

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Estudo demonstra que possível disfunção identificada no pós-cirúrgico de Artroplastia Total do Ombro (ATO), não influencia na qualidade do tratamento

Jayne Ribeiro*


Pesquisa realizada com 31 pacientes, portadores de doenças degenerativas em tratamento no Hospital Madre Teresa de Belo Horizonte, avaliou a integridade do tendão e da função do músculo subescapular no pós-cirúrgico de Artroplastia Total do Ombro (ATO).

[caption id="attachment_60504" align="alignleft" width="300"] O ortopedista Ronaldo Percopi defendeu sua tese junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia. Foto: Carol Morena[/caption]

O trabalho é do médico ortopedista, assistencialista no Hospital Madre Teresa, Ronaldo Percopi de Andrade, apresentado como tese e defendido junto ao programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia e Oftalmologia da Faculdade de Medicina da UFMG.

O especialista explica que a cirurgia de ATO é indicada no tratamento de doenças degenera…

Raquitismo

Refere-se à deficiência demineralizaçãona região de crescimento dos ossos longos.Pode prejudicar o crescimento e produzir deformidades ósseas na criança. Ocorre principalmentedevido afalta de vitamina D (raquitismocarencial), sendo a baixa exposição solar um fator quepredispõeessa condição. O raquitismocarencialocorre geralmente em crianças entre quarto meses e dois anos de idade. Dietas pobres em cálcio (com exclusão de leite ederivados), ou aquelas que diminuem sua absorção (rica em fibras, porexemplo), também podem causar a doença. A criança pode apresentar amolecimento dos ossos do crânio, percebido após compressão local. Posteriormente, surgem sintomas respiratórios, deformidades torácicas,grande flexibilidadedas articulações e atraso do desenvolvimento motor. Além disso, fraturas por pequenos traumas podem

Crescimento da criança

Crescimento refere-se aoaumento corporal da criança -evolução do peso, da altura e do perímetro cefálico.Vários fatoressãodeterminantespara o crescimento da criança:genéticos,ambientais,psicológicos, socioculturais, doenças, entre outros.
É importante que em toda consulta pediátrica sejam avaliados o peso, a altura, o Índice de Massa Corporal (IMC)e,no casode crianças até os dois anos,o

Gastrite

Inflamação aguda ou crônica da mucosa que reveste as paredes internas do estômago causando dor. Essa alteração pode ser provocada por diferentes fatores, sendo o mais comum deles omau hábito alimentar.
A dor da gastrite é localizada na área do estomago, geralmente como queimação. A azia costuma piorar quando a pessoa se deita depois de uma refeição mais volumosa ou rica emgorduras.Perda do apetite, náuseas e vômitos também são sintomas de gastrite, assim como a presença de sangue nas fezes e no vômito.
Algumas medidas podem aliviar o desconforto causado pela gastrite como: respeitar os horários das refeições, preferir refeições de pequenosvolumes, mastigar bem os alimentos, evitar café e também alimentos ácidos.

Puericultura

É a área da medicina quededica-seaos cuidados do desenvolvimento físico e motor, da linguagem, da afetividade e da aprendizagem cognitiva da criança. Opuericultorage antes na prevenção a fim depromover a saúde plena da população.Seu objetivo é detectar problemas precocemente, estabelecer diagnóstico de falha ou atraso do desenvolvimento em áreas específicas e intervir positivamente diante das alterações que surgirem. Além disso, é um momento propício para os pais e responsáveis tirarem dúvidas. O Ministério da Saúde preconiza que as visitas de rotina ao médico para as crianças sem risco sejam feitas nas seguintes datas:








1ª sem






1ºmês






Gripe H1N1

A H1N1 é um subtipo de Influenzavirus A,vírus que pode causar gripe. É transmitida de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirro. Seus sintomas são:febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, no corpo, nas articulações, de cabeça, falta de ar e o cansaço excessivo. Crianças pequenas podem ter batimento de asa do nariz (dificuldade respiratória) e se recusar a ingerir líquidos. O tratamento éfeito comrepouso, ingestão de líquidos,boa alimentação e, em casos graves, com antiviraisviaoral.Existe vacina contra a influenza que pode ser obtida tanto na rede particular quanto na rede pública. Na rede pública a vacinação contra influenza é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade. A vacina deve ser tomada anualmente para manter a proteção, pois a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses.

Rubéola

É umadoençaexantemáticacausada por vírus, que é motivo de preocupação apenas quando é passada da mãe para o feto.Poispode prejudicar funções importantes como a visão e a atividade cerebraldo feto. Acomete mais frequentemente crianças maiores e adolescentes, mas atualmente, é pouco comum graças àvacinação.Quando presente, podeser considerada uma doença benigna.



A transmissão ocorre através da inalação de gotas microscópicas de saliva contendo o vírus, chamadas perdigotos. A doença inicia com ínguas (linfadenopatias) atrás da orelha e no pescoço, falta de apetite e fraqueza, podendo apresentarfebrebaixa. Dois a três dias após, aparecem manchas róseas (exantema) inicialmente no rosto que vão se espalhando para o corpo. Após uma a duas semanas, a doença se resolve espontaneamente. Quase metade das infecções não

Labirintite

É um distúrbio inflamatório do ouvido interno (labirinto).Apesar de ser mais comum após os 40 anos, a criança, assim como o adulto pode ter labirintite. Entre os principais sintomas estão vertigem e vômito.  Os bebês menores de um ano sentem-se melhores no berço do que no colo e costumam ficar com a cabeça pendente. Já as crianças de 1 a 7 anos podem ficar pálidas, passar a ter medo de escadas rolantes, elevadores, balanços e, algumas relatam que sentem o chão balançar. Esbarrões e quedas também são muito frequentes. Já as crianças mais velhas descrevem melhor os sintomas e podem desenvolver dificuldades de concentração na escola, dispersão e atraso escolar. A labirintite produz alterações do equilíbrio e audição em variáveis graus e pode afetar apenas um ou ambos ouvidos. A maior causa de labirintite em crianças é infecção viral. É importante saber que a labirintite é diferente do enjoo pós movimento-conhecido por cinetose.