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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

Zinco

Esse mineral atua na síntese de proteínas e está relacionado ao sistema imunológico, ao olfato e paladar e ao desenvolvimento do sistema reprodutor feminino e masculino. As principais fontes de zinco são crustáceos, ovos e carnes. A carência de zinco pode se manifestar com perda do apetite e do paladar, redução da resistência contra infecções, atraso no crescimento, na puberdade e na maturação sexual.

Varizes Esofágicas

Varizes esofágicas são dilatações das veias do esôfago, decorrentes principalmente de doenças como cirrose hepática, esquistossomose, trombose da veia hepática, entre outras.

A principal complicação das varizes esofágicas é a sua ruptura, causando hemorragia digestiva grave.

Úlcera Péptica

A úlcera péptica é uma ferida no estômago ou no duodeno (porção inicial do intestino delgado). A infecção pela Helicobacter pylori – bactéria causadora de gastrite - é um importante fator de risco para o desenvolvimento de úlcera péptica, principalmente a úlcera duodenal. Outra causa frequente, especialmente de úlcera gástrica, é o uso de medicamentos, como aspirina e anti-inflamatórios não esteróides, como ibuprofeno.

Em crianças em idade escolar e adolescentes, a úlcera péptica costuma causar náuseas e dor na região do estômago ou ao redor do umbigo. Já em crianças menores, os sintomas são pouco específicos; geralmente ocorre dificuldade na alimentação, choro e até vômitos com sangue.

Tricocefalíase

A tricocefalíase é uma parasitose frequente no Brasil causada pelo Trichocephalus trichuris. A transmissão ocorre a partir da ingestão dos ovos desse parasita, que irão liberar suas larvas no intestino. Os sintomas em geral são vagos, mas pode ocorrer diarreia com sangue, dor abdominal e perda de apetite.

Síndrome do Intestino Curto

A síndrome do intestino curto é uma complicação decorrente de malformações congênitas ou da ressecção de grande parte do intestino delgado. As principais causas são: atresias intestinais múltiplas, gastrosquise, enterocolite necrosante, vólvulo com ou sem má rotação, entre outras. Dependendo do tamanho e da região do intestino ressecada, podem ocorrer distúrbios de má absorção e deficiências nutricionais específicas e diarreia crônica. Após a ressecção intestinal, deve ser feito um tratamento específico, baseado em reabilitação nutricional.

Refluxo Gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico ocorre quando há retorno do conteúdo do estômago para o esôfago, com ou sem regurgitação ou vômito. É um processo fisiológico, ou seja, normal, que pode ocorrer várias vezes ao dia em pessoas de todas as faixas etárias, causando pouco ou nenhum sintoma. O refluxo gastroesofágico fisiológico é muito comum em lactentes nos primeiros meses de vida, manifestando-se por regurgitações que ocorrem principalmente após a alimentação. A maioria desses casos melhora entre 12 e 24 meses, a criança possui crescimento normal e não existem outros sintomas. A partir dos 6 meses de idade, quando a criança começa a sentar e a ingerir alimentos mais pastosos e sólidos, a frequência das regurgitações tende a diminuir.

Entretanto, o refluxo torna-se uma doença (Doença do Refluxo Gastroesofágico) quando há a ocorrência de sintomas e complicações, como perda de peso, lesões no esôfago e manifestações respiratórias. Esses casos devem ser tratados e acompanhados pelo médico.

Queilite Angular

A queilite é a inflamação dos lábios, que sofrem descamação, erosão ou inchaço. Existem vários tipos de queilites, sendo a angular – também conhecida como “boqueira” - a mais comum. Ela se localiza no ângulo de encontro do lábio superior com o inferior e os principais fatores de risco para seu desenvolvimento são: situações que favorecem o acúmulo de saliva no canto da boca, traumas, alergias, alterações nutricionais e infecções de pele ao redor da boca. Os principais sintomas da queilite angular são ardência, inchaço, descamação e rachaduras locais.

Pancreatite

Pancreatite é a inflamação do pâncreas e pode ser aguda ou crônica. Ocorre quando as enzimas digestivas produzidas pelo pâncreas são ativadas dentro do próprio órgão, causando danos a ele. A forma aguda é causada principalmente pela obstrução por cálculos biliares, e a pessoa sente fortes dores abdominais, vômitos persistentes e febre. Já a forma crônica ocorre a partir de inflamações repetidas que podem levar a danos permanentes ao pâncreas. Causas comuns são doenças como a fibrose cística, anomalias congênitas, ascaridíase e aumento da concentração de gorduras no sangue.

Obstrução Intestinal

Obstrução intestinal é a parada do trânsito intestinal causada por obstáculos mecânicos ou por distúrbios funcionais, sendo o intestino delgado o local mais acometido. Em recém-nascidos e crianças, os principais fatores mecânicos que causam a obstrução são: anomalias congênitas (como Doença de Hischsprung, ânus imperfurado e atresia ou estenose intestinal), ascaridíase e invaginação intestinal.

Os principais sintomas são dor e distensão abdominal, parada de eliminação de fezes e gases e vômitos.

Neoplasia

Neoplasia é uma lesão causada por proliferação celular anormal que ocorre de forma descontrolada e autônoma. As neoplasias podem ser benignas ou malignas.

As benignas geralmente não causam sérios danos ao indivíduo e nem levam à morte, crescendo de maneira mais lenta e, se forem removidas, dificilmente crescerão novamente.

Já as neoplasias malignas – ou os cânceres - possuem crescimento rápido, são agressivas ao organismo, podem sofrer metástase (espalhar-se por outras regiões do corpo) e podem levar o indivíduo a morte.

Megacólon Agangliônico Congênito (Doença de Hirschsprung)

O megacólon congênito é causado pela ausência de inervação do intestino grosso. Na maioria dos casos, a falta de inervação ocorre na sua porção final. Essa inervação é importante para que ocorram as contrações necessárias para a eliminação das fezes. Dessa forma, a ausência de parte da inervação intestinal, leva a incapacidade de eliminação das fezes, que irão se acumular, dilatando o intestino e causando distensão abdominal importante.

Trata-se de uma doença congênita, ou seja, que a criança já apresenta desde o nascimento, e é mais comum no sexo masculino.

Suspeita-se da doença quando o recém-nascido apresenta atraso maior do que 48 horas para eliminar as primeiras fezes (chamadas de mecônio) ou quando apresenta constipação intestinal grave sem resposta ao tratamento.

Complicações graves como enterocolite (inflamação grave do intestino) podem ocorrer.

A Doença de Hirschprung deve ser distinguida de outras doenças que também causam constipação intestinal e distensão abdominal, por isso, …

Lactose

Açúcar presente no leite de todos os mamíferos, inclusive no leite materno, e nos seus derivados. No intestino, a lactose é digerida por uma enzima, a lactase. Quando esta enzima não é produzida ou é produzida em pequena quantidade, a lactose não é digerida adequadamente, causando a chamada intolerância à lactose.

Jejuno

Parte intermediária do intestino delgado. Sua principal função é a absorção de nutrientes e de substâncias. Tem, ainda, o papel de secretar substâncias que auxiliam no esvaziamento do estômago, na contração da vesícula biliar, no seu próprio funcionamento motor, além de outras funções.

Icterícia Fisiológica do Recém-Nascido

Refere-se ao quadro de icterícia - coloração amarelada da pele e mucosas - apresentado por porcentagem significativa dos recém-nascidos durante sua primeira semana de vida, processo considerado normal, por isso o nome “fisiológica”.

Ocorre devido ao aumento na concentração da bilirrubina, substância pigmentada resultante da destruição de glóbulos vermelhos velhos ou defeituosos do sangue. Nos primeiros dias de vida, há aumento na formação da bilirrubina por causa do maior número de glóbulos vermelhos e ao menor tempo de vida destes nos recém-nascidos e a diminuição da capacidade de excreção da bilirrubina, devido à imaturidade do fígado nos bebês.

Apresenta, na maioria dos casos, evolução benigna, sem necessidade de tratamento. Entretanto, se a bilirrubina estiver muito alta, existe o risco de toxicidade com dano permanente ao sistema neurológico (chamado Kernicterus). Por isso, os recém-nascidos devem ser acompanhados de perto para identificar aqueles que podem vir a desenvolver compli…

Hérnia de Hiato

A hérnia de hiato é a migração de uma parte do estômago, que fica normalmente situado no abdome, em direção ao tórax. Esse deslocamento ocorre através de um orifício natural que existe no diafragma, conhecido como hiato. A hérnia por deslizamento é o tipo mais comum e ocorre quando a junção esofagogástrica (entre o esôfago e o estômago) se desloca para cima do hiato. Isso modifica sua dinâmica de funcionamento, reduzindo sua capacidade de contenção do refluxo. E, por isso, pode ser uma das causas de DOENÇA do refluxo gastroesofágico.

Galactosemia

A galactosemia é uma doença genética caracterizada por alteração no metabolismo da galactose, um açúcar que forma a lactose presente no leite de todos mamíferos. É um quadro grave que se manifesta logo no primeiro mês de vida, com vários sintomas como vômitos, diarreia, icterícia, atraso de crescimento, problemas hepáticos e retardo mental.

O tratamento consiste na exclusão rigorosa tanto de galactose quanto de lactose, através da eliminação total de leites e derivados da dieta. O leite materno, que também contém galactose, é absolutamente contraindicado.

Fissura Anal

As fissuras são feridas, rachaduras ou cortes na pele que reveste o ânus. A causa mais comum são os traumas que ocorrem pela evacuação de fezes endurecidas e calibrosas, nos casos de constipação intestinal. A dor costuma ser intensa, agravando-se durante a defecação. Pode haver também sangramento.

O tratamento depende das características e do tempo de evolução da fissura. A constipação intestinal deve ser sempre abordada.

Esofagite

É uma inflamação do esôfago, que é o órgão por onde passa o alimento até chegar ao estômago. Pode ter várias causas, entre elas a doença o refluxo gastresofágico.

Doença do Refluxo Gastroesofágico

Refluxo gastroesofágico é um processo normal de retorno do conteúdo do estômago para o esôfago. É muito comum em bebês jovens, caracterizado por vômitos ou regurgitações em uma criança sadia, sem outras manifestações. É um quadro autolimitado e sem complicações.

Quando acompanhada de outros sintomas ou complicações como anemia, dificuldade em ganhar peso, manifestações respiratórias entre outras, passa a ser caracterizada como DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO.

São os vários os mecanismos que podem atuar no desenvolvimento da doença do refluxo, sendo o principal deles o relaxamento da válvula existente entre o esôfago e o estômago, responsável por evitar que o conteúdo do estômago retorne ao esôfago. Outras causas comuns são: uso de alguns medicamentos, doenças neurológicas, hérnia de hiato, obesidade, gravidez entre outros.

O diagnóstico e o tratamento da doença do refluxo devem ser feitos por um médico após avaliação cuidadosa. Deve levar em conta vários fatores, não apenas a presença …

Colestase

A colestase é a principal manifestação das doenças que afetam o fígado e vias biliares. Resulta principalmente do bloqueio da excreção da bile. Apresenta-se com icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas), colúria (coloração escura da urina), acolia (fezes claras ou esbranquiçadas) e hepatomegalia (aumento do tamanho do fígado).

Ver colestase neonatal.

Bile

A bile é uma secreção produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar. É composta por diversas substâncias, sendo as principais: água, sais biliares, colesterol e bilirrubina. Possui importantes funções, sendo essencial para a digestão e absorção de gorduras e algumas vitaminas. Além disso, promove a eliminação de diversos produtos do sangue.

Após ingestão de alimentos, principalmente gordurosos, a vesícula se contrai para jogar a bile no intestino e facilitar a digestão das gorduras.

Quando não ocorre a excreção adequada da bile, há acúmulo de bilirrubina no sangue e a presença de icterícia (coloração amarelada da pele e das mucosas).

(Ver colestase)

Ascaridíase

A ascaridíase é uma parasitose frequente no Brasil, causada pelo Ascaris lumbricoidis, mais conhecido por lombriga. A transmissão ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados por seus ovos. Pode ocorrer também por mãos e objetos contendo ovos e que são levados à boca pelas crianças.

Os sintomas em geral são vagos, mas pode ocorrer dor abdominal, flatulência, cólica, diarreia, náuseas e vômitos. Também pode ser reconhecida pela presença dos vermes nas fezes. No entanto, em crianças, grandes infestações podem causar obstrução intestinal, o que pode, inclusive, levar a morte.

Apendicite

Apendicite é a inflamação do apêndice, que é um prolongamento estreito da primeira parte do intestino grosso situado na região inferior direita do abdome. A apendicite tem início súbito e evolução rápida. Ocorre, na maioria das vezes, devido à dificuldade de drenagem do seu conteúdo, o que provoca inflamação. É mais comum em adolescentes e adultos jovens.

O sintoma clássico é dor próxima ao umbigo, que migra para a região inferior direita do abdome. Geralmente acompanha-se de náuseas e vômitos. A febre não costuma ser elevada.

A compressão do abdome provoca dor e sensibilidade na região. Podem ocorrer complicações graves, como perfuração e risco de morte para o paciente.

Seu tratamento é sempre cirúrgico e deve ser realizado imediatamente após o diagnóstico.